Vinho branco Torrontes com sushi para a #CBE 9


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Sushi de salmão vai bem com vinhos aromáticos e de alta acidez. Eu provei com esse Torrontés!

Este mês o tema da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE) é “um vinho branco de corte, de qualquer faixa de preço”. Quem escolheu o tema foi o Deco Rossi, meu amigo de longa data, editor do blog EnoDeco, e representante da Wines of Argentina no Brasil.

Em homenagem a ele, escolhi um vinho argentino com as uvas Torrontes e Pinot Grigio.

Torrontés é uma uva aromática, cuja origem está na Espanha. Dá vinhos extremamente frutados, mas também pesados, dependendo da região e do produtor. Conheço várias as pessoas que viram o rosto quando se fala de Torrontés, mas esse uva branca ícone da Argentina tem muito potencial e é de extremo prazer, quando bem feita. A uva Pinot Grigio ou Pinot Gris é plantada principalmente na Itália e Alsácia e pode dar vinhos de alta acidez.

Em um restaurante japonês, para acompanhar meu sushi de salmão, resolvi testar o Fuzion Alta Torrontés Pinot Grigio 2011. De começo me pareceu um corte estranho, misturar uma uva argentina com uma uva italiana. Mas como o Torrontés tem a característica frutada que vai muito bem com comida asiática, resolvi arriscar.

Que vinho excelente! Fresco, alegre, com acidez nas alturas e com deliciosos aromas de fruta branca madura, o vinho apresentava também sabores de frutas tropicais como abacaxi. Bem balanceado e de corpo leve, acompanhou o sushi deliciosamente bem. E o preço é um achado: R$ 68,00 no Brasil, importado pela Ravin. Na Guatemala paguei menos de 50 reais no restaurante, mas aqui o imposto é outro..

A Fuzion Wines é uma vinícola da Familia Zuccardi, que fica na região de Mendoza na Argentina. Zuccardi e é um dos produtores de vinho mais respeitados na Argentina e e esse Fuzion Alta é o top de linha da vinícola Fuzion. Encantou!

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9 thoughts on “Vinho branco Torrontes com sushi para a #CBE

  • Nilson Cesar

    Tem muitas experiências com a uva na argentina e tenho provado algumas. Os Torrentes e Salta frescos ou baricados ( Domingo Molina tem ambos ) são um expoente. Vale a pena provar!

  • Nádia Jung Fotografa

    Alessandra retribuindo a visita…
    Me fez pensar no primeiro instante, quando li Torrontés, e me veio as aventuras que tive com essa uva ao longo desses tempos..,
    A base desse vinho deve ser a cepa Torrontés, é o que analiso, por certo ter dado tanta credibilidade em destaque a característica do corte no seu geral. Pessoalmente valorizo Torrontés. E o final amargo que no geral não agrada é que me fez desbravar muitos torrentés argentinos! Encurtando a historia, o corte não é por ventura nenhuma coisa do outro planeta, esse Zuccardi é sabido! ele sugere que o lado floral do torrontés se inclua nessa,já que também a acidez da outra amiguinha consegue brilhar mais, elas então dão as mãos faceiras e saem uma bela dupla sim. Provei um corte de riesling com torrontés, quando fiz sushi, ano passado em casa, e, todo a frescura atenuou o sushi, que por sua vez, é sushi!rs… foi memorável, mas não repeti mais essa cena!
    Impar, esse post me deu uma ideia!

    Um grande abraço!

    Nadia.

    • Ale Esteves Post author

      Que honra sua visita e comentário, Nadia!
      Tem razão em falar que Zuccardi foi esperto, nada como ir combinando as uvas para tirar o que cada uma tem de melhor!
      bjs Alessandra