Ícones do Chile: como envelhecem os vinhos chilenos.


Ícones do Chile no Iate Clube em SP: degustação vertical simultânea em NY e SP. Crédito da foto: CH2A Comunicação.

Prestando atenção nos vinhos Ícones do Chile: degustação vertical simultânea em NY e SP.
Crédito da foto: CH2A Comunicação.

Aconteceu na semana passada, no Iate Clube de Santos em SP (ao lado da minha querida faculdade de Direito do Mackenzie), a degustação exclusiva de vinhos ícones do Chile.

Com organização excepcional da CH2A Comunicação, a degustação, conduzida pelo jornalista e enólogo chileno Patricio Tapia, tinha como objetivo desvendar se os vinhos chilenos envelheciam bem.

Altair, Don Melchor, Don Maximiano, Clos Apalta, Montes Folly e Casa Real: ícones.

Altair, Don Melchor, Don Maximiano, Clos Apalta, Montes Folly e Casa Real: ícones.
Crédito da foto: CH2A Comunicação.

 

Provamos 12 vinhos do segmento ultrapremium de safras entre 1996 e 2010 e todos estavam excelentes. Alguns melhores, outros melhores ainda, mas foi interessante ver como a enologia evoluiu no Chile e como estes vinhos ícones mantiveram sua vivacidade, passados 12 ou mesmo 17 anos. Uma história contada em goles.

1) Errazuriz Don Maximiano Founders’s Reserve, safras 2000 e 2010: Este é o vinho ícone da Viña Errazuriz, da região do Vale do Aconcagua. O mais velho apresentava aromas terciários como couro e terra, mas mantinha ainda acidez vibrante. Don Maximiano 2010 mostrou-se ainda jovem, com deliciosos aromas de frutas negras e mentol, bastante corpo e acidez suficiente para guardá-lo por muitos anos ainda.

2) Concha y Toro Don Melchor, safras 1996 e 2010: A safra 1996 incrivelmente ainda tinha tanino e acidez. Muitos aromas terciários e notas químicas. Está no limite para ser tomado, se você tiver um em casa. O 2010 muito equilibrado, um belo vinho de guarda.

3) Santa Rita Casa Real, safras 2002 e 2010: Gostei bastante do 2002, que tinha ainda fruta, tanino, acidez. Envelheceu bem trazendo aromas de couro e tabaco, dando complexidade ao vinho. Muito elegante! A safra 2010 estava ótima também, com muita fruta e muito tanino e potencial de guarda.

4) Altaïr, safras 2002 e 2010: A safra 2002 foi a primeira colheita da Viña Altaïr e se mostrou um bom vinho. A safra 2010 expressou muito mais o terroir do Vale Cachapoal, trazendo um vinho com alta acidez natural, taninos suaves e muito frescor.

5) Casa Lapostolle Clos Apalta, safras 2002 e 2010: Entre todos os vinhos da safra 2002, esse sem dúvida era o mais jovem. Sem sinal de envelhecimento, um vinho que ainda tem muita vida pela frente. A safra 2010 com muita fruta negra madura e em compota, e bastante madeira (24 meses em barricas novas), seguindo o estilo da vinícola.

6) Montes Folly Syrah, safras 2000 e 2010: A safra 2000 exibia leves aromas terciários e madeira no nariz. Montes Folly 2010 estava bem interessante, com notas de fruta negra madura, pimenta, acidez presente e bem encorpado, pronto para se beber. Sou fã de Syrah e gostei bastante desses vinhos.

Em resumo, todos os vinhos mais velhos envelheceram muito bem e os mais novos ainda tem muita vida pela frente. Vi na página do Wines of Chile que eles fizeram esse mesmo evento apenas em outra cidade do mundo: Nova Iorque. Bom saber que o Brasil está em alta e, melhor ainda, é poder participar. Obrigada pelo convite!!

 

 

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