Verona – dia 1: Anteprima Amarone 2011


Piazza Bra em Verona. Dia lindo e frio.

Piazza Bra em Verona. Dia lindo e frio.

Estive essa semana em Verona, na Itália para a Anteprima Amarone 2011. Este será o primeiro de uma série de posts, já que tenho muita coisa para contar e muitas fotos para dividir.

Visitei 8 vinícolas, provei mais de 120 vinhos e pude apreciar a linda cidade de Verona, a região de Valpolicella e sua deliciosa cozinha.

Começando do começo, o que é Anteprima? Bom, todo vinho de qualidade na Itália ou no mundo, precisa de algum tempo de envelhecimento em barris de madeira e/ou garrafa. Só depois desse período ele é colocado à venda no mercado. Há então, uma apresentação da safra, chamada Anteprima, na Itália, ou En Primeur, na França.

No caso do Amarone, agora em 2015 eles vão comercializar a safra 2011 e esse evento é para apresentar a jornalistas, escritores e formadores de opinião da Itália e do mundo todo, como foi a safra 2011 na Valpolicella e para que possamos provar os vinhos dos 64 produtores, membros do Consorzio Valpolicella.

É um evento enorme, muito conceituado, para promover o vinho mais importante da região, o Amarone della Valpolicella. Eu já comentei diversas vezes no site sobre esse vinho (relembre aqui), do qual sou fã, mas, para encurtar a história, Amarone é um vinho tinto seco, feito com uvas passificadas, ou seja, que são deixadas a secar, até que se tornem uvas passas. Esse processo, concentra açúcares e aromas, tornando o vinho bem complexo e muito alcoólico (15-17%).

Agora que você já entendeu a Anteprima Amarone 2011, vou contar da minha chegada em Verona. Aterrizei em Verona em um dia lindo de céu azul e temperatura de 4 graus. Nosso hotel, chamado Hotel Bologna, era bem central e da minha janela eu via a Piazza Brà, a praça onde está a famosa Arena de Verona.

O Hotel é 4* tem bons quartos, banheiros reformados e ótimo serviço. Fiquei no quarto 230, grande e com vista para a Piazza. Nesse dia de chegada, tínhamos conferência e jantar no hotel. Lá fomos recebidos pela Diretora do Consorzio, Olga Businello, que nos falou sobre a história do vinho e nos mostrou números e dados.

O jantar foi de 5 pratos, harmonizado às cegas com 15 vinhos Recioto Della Valpolicella, um vinho doce, muito importante e tradicional, que seria o “pai do Amarone”.

Entre os pratos, torre de bacalhau com polenta, risotto de castanha, vitela com molho de Recioto, queijos e gelato de Recioto. Os pratos deliciosos e também os vinhos, mas confesso que combinar bacalhau com vinho doce me pareceu um pouco estranho. A senhora Olga, que estava sentada na minha mesa me disse “eu gosto de arriscar”. Achei válido o exercício.

Depois que revelaram os vinhos, meus dois preferidos foram os dos produtores Albino Armani e Secondo Marco (guarde esse nome, vai aparecer em próximos posts). Eram vinhos mais frescos, com menos açúcar aparente e que combinaram melhor com os pratos.

E o meu italiano? Bom, eu não falava italiano há pelo menos uns 8 anos, mas confesso que depois de degustar 15 Recioto, eu já estava fluente de novo. 🙂

Aqui seguem algumas fotos e esta semana escrevo mais.
Bom domingo!

Ale Esteves

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