Grandes mestres do vinho no Grandi Marchi 2013 3


Ontem foi o dia do Grandi Marchi em São Paulo, instituto que reúne 19 grandes marcas da viticultura italiana, entre elas Antinori, Gaja, Sassicaia, Masi e Pio Cesare.

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Master Class do evento Grandi Marchi no hotel Unique em São Paulo. O evento foi organizado pela CH2A.

O evento começou com uma Master Class para a imprensa com o jornalista da CBN e Valor Econômico Jorge Lucki como intermediador. O representante da Grandi Marchi, Cesare Benvenuto, falou da instituição, que nasceu em 2004, como um grupo de amigos reunidos em torno de grandes vinhos de qualidade. Esse grupo representa hoje todas as regiões italianas e as vinícolas participantes são aquelas de maior prestígio no mundo e de marcas históricas mesmo.

Provamos 11 excelentes vinhos, feitos pelos mestres da viticultura italiana. Todos os vinhos estavam muito bons, cada um com sua característica, mas vou destacar os meus preferidos:

Vinho #1: 1868 Brut Prosecco Superiore DOCG do produtor Carpenè Malvolti: Uma das vinícolas mais históricas da Itália, produz Prosecco e Grapa. Está localizada em Conegliano-Valdobiadenne, a região de excelência do Prosecco.

Delicioso no nariz, lembrando maça verde, fresco, boa acidez muito agradável. O importador no Brasil é Franco Suissa. Vendido em sites pela internet a R$ 56,00, um bom custo benefício.

 

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Guado al Tasso do produtor Antinori. Excelente!

Vinho #3: Guado al Tasso 2009 do produtor Marchesi Antinori SRL. Da região Toscana de Bolgheri, corte bordalês de uvas Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot.

Achei fechado ainda no nariz, mas potente com 14,5% de álcool. Não é pelo nome Antinori, mas é um belo vinho mesmo! Acidez moderada, boa fruta, taninos macios, senti especiarias após algum tempo no copo. Importado pela Winebrands. Valor R$ 497,00.

 

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Não sobrou nada do Grandarella 2007 da Masi. Delicioso!

Vinho #7: Grandarella 2007 da Masi Agricola SpA. Utiliza a técnica da passificação das uvas, como no Amarone. Incrivelmente um corte de 75% Refosco e 25% Carmenére.

Um vinhaço!!! Aromas muito diferentes, complexos, muito chocolate. Na boca um vinho bem equilibrado, encorpado, profundo, com ótimos taninos. O meu preferido com certeza! Não sobrou nada no copo! Importado pela Mistral, garrafa a R$ 198,34.

Vinho #8: Cerequio Barolo 2007 do produtor Michele Chiarlo. Localizado em uma das melhores regiões de Barolo da Itália, o vinho tem bom corpo, é delicado, muito agradável e tem potencial de envelhecimento. Grande vinho! Importado pela Zahil. Valor a R$ 602,00.

Vinho #9: Barolo 2007 do produtor Pio Cesare. A Pio Cesare é uma vinícola familiar que existe desde 1881 e está na zona de Alba. Esse Barolo é feito com uvas 100% Nebbiolo que vem de 5 vinhedos próprios de 5 zonas diferentes. 2007 é uma safra pronta para beber, segundo Cesare Benvenuto, representante da vinícola. Excelente vinho, de boa fruta e taninos finíssimos. Realmente dá para beber já! Importado pela Decanter. Valor a R$ 413,45.

Vinho #11: Ben Ryè Passito di Pantelleria do produtor Donnafugata SRL. De uma vinícola familiar que produzia Marsala desde o século XIX e passou a produzir vinhos mais finos a partir de 1950. Pantelleria é uma ilha vulcânica, mais próxima da Africa, que da Itália e só chove 30 dias por ano. Este vinho de sobremesa (ou de meditação, para os italianos) é feito com uvas Muscat de Alexandria. Super aromático no nariz, lembrando muito pêssego e na boca era puro pêssego em calda, bem doce. Agradou bastante, mas Jorge Lucki disse que esse era o melhor Passito di Pantelleria e um dos melhores vinhos de sobremesa do mundo. Importado pela World Wine. Valor R$ 186,00 a meia garrafa.

Após a Master Class, passamos pela degustação, que estava lotada. Pude ainda provar o Amarone da Masi, o Rosso del Conte 2006 da Tasca d’Almerita, o Barolo e Brunello do Antinori. Finalizei com o vinho de sobremesa Capofaro 2009 da Tasca d’Amerita feito com 100% uvas Malvasia e esse vinho de sobremesa realmente estava perfeito e bem ao meu gosto! Veja como são diferentes os paladares.

 

 

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Instituto del Vino Italiano di Qualità – Grandi Marchi 2013

Senti falta de alguns produtores como Gaja, Jermann e Sassicaia, que fazem parte do Instituto Grandi Marchi, mas que não foram ao evento. A Ravin, importadora do Sassicaia no Brasil, me informou que a decisão de não participar do evento foi do produtor, mas que a Tenuta San Guido participa e promove outras atividades no mercado brasileiro ao longo do ano.

Pena, só teria abrilhantado ainda mais o evento! Saúde!

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